Descrição
A Catedral de San Lorenzo é a catedral de Gênova, no coração do centro histórico: uma fachada gótica em faixas brancas e pretas, dois leões na escadaria e, lá dentro, tesouros que vão das cinzas do padroeiro a uma tigela que se acreditava ser o Santo Graal.
Consagrada em 1118, foi ampliada ao longo de séculos: as laterais são românicas, a fachada gótica de modelo francês, a cúpula e a abside do século XVI, obra de Galeazzo Alessi.
Antes de entrar, vale a pena olhar com calma a fachada. Nos três portais do século XIII, inspirados nas catedrais de Rouen e de Chartres, a luneta central mostra Cristo entre os símbolos dos quatro evangelistas e, embaixo, o martírio de São Lourenço na grelha.
Na esquina da direita fica o Arrotino, o Amolador, uma estátua que na verdade provavelmente representa São João Evangelista e segura um relógio de sol: era o relógio da praça. Perto do portal direito, na base de uma coluna, dorme um minúsculo cachorrinho de mármore.
Lá dentro, os arcos com listras brancas e pretas sustentam os românicos de pedra cinza. Na nave esquerda se abre a Capela de São João Batista, do século XV, com uma fachada de mármore finamente esculpida e estátuas de Matteo Civitali e Andrea Sansovino.
Ali estão guardadas as cinzas do santo padroeiro, que chegaram a Gênova em 1098, depois da Primeira Cruzada. No presbitério, sob a cúpula de Alessi, Lazzaro Tavarone pintou a fresco o martírio de São Lourenço, cercado de estuques dourados.
Embaixo da igreja, o Museu do Tesouro, projetado por Franco Albini, guarda a arca de prata do Batista, a Cruz dos Zaccaria e o Sacro Catino: uma tigela islâmica de vidro verde que por séculos os genoveses acreditaram ser o Graal da Última Ceia.
Na nave direita há um projétil naval britânico de 381 milímetros. Em 9 de fevereiro de 1941, um projétil desse calibre atravessou o telhado durante um bombardeio vindo do mar, quicou no piso e não explodiu. O que está exposto é uma cópia: o original foi jogado ao mar.
O cão esculpido, diz a lenda, era de um dos canteiros da fachada, que quis eternizá-lo no mármore. Fazer carinho nele daria sorte, mas os historiadores da arte o consideram um simples motivo decorativo medieval.
O projeto gótico previa duas torres gêmeas na fachada. Depois do incêndio de 1296, só a da direita foi concluída, o campanário de 60 metros; a da esquerda ficou truncada.
Não perca
• Fachada e portais góticos.
• O Arrotino e o cachorrinho.
• Capela de São João Batista.
• Museu do Tesouro e Sacro Catino.
• O projétil de 1941.
Você sabia?
• No lado esquerdo há um tabuleiro de xadrez de mármore embutido na parede: uma lenda o liga à vingança do mercador Megollo Lercari.
• Nas bases dos portais está gravado o tabuleiro da trilha, acusado de servir de pretexto para os homens espiarem debaixo das saias das mulheres que saíam da igreja.
Consagrada em 1118, foi ampliada ao longo de séculos: as laterais são românicas, a fachada gótica de modelo francês, a cúpula e a abside do século XVI, obra de Galeazzo Alessi.
Antes de entrar, vale a pena olhar com calma a fachada. Nos três portais do século XIII, inspirados nas catedrais de Rouen e de Chartres, a luneta central mostra Cristo entre os símbolos dos quatro evangelistas e, embaixo, o martírio de São Lourenço na grelha.
Na esquina da direita fica o Arrotino, o Amolador, uma estátua que na verdade provavelmente representa São João Evangelista e segura um relógio de sol: era o relógio da praça. Perto do portal direito, na base de uma coluna, dorme um minúsculo cachorrinho de mármore.
Lá dentro, os arcos com listras brancas e pretas sustentam os românicos de pedra cinza. Na nave esquerda se abre a Capela de São João Batista, do século XV, com uma fachada de mármore finamente esculpida e estátuas de Matteo Civitali e Andrea Sansovino.
Ali estão guardadas as cinzas do santo padroeiro, que chegaram a Gênova em 1098, depois da Primeira Cruzada. No presbitério, sob a cúpula de Alessi, Lazzaro Tavarone pintou a fresco o martírio de São Lourenço, cercado de estuques dourados.
Embaixo da igreja, o Museu do Tesouro, projetado por Franco Albini, guarda a arca de prata do Batista, a Cruz dos Zaccaria e o Sacro Catino: uma tigela islâmica de vidro verde que por séculos os genoveses acreditaram ser o Graal da Última Ceia.
Na nave direita há um projétil naval britânico de 381 milímetros. Em 9 de fevereiro de 1941, um projétil desse calibre atravessou o telhado durante um bombardeio vindo do mar, quicou no piso e não explodiu. O que está exposto é uma cópia: o original foi jogado ao mar.
O cão esculpido, diz a lenda, era de um dos canteiros da fachada, que quis eternizá-lo no mármore. Fazer carinho nele daria sorte, mas os historiadores da arte o consideram um simples motivo decorativo medieval.
O projeto gótico previa duas torres gêmeas na fachada. Depois do incêndio de 1296, só a da direita foi concluída, o campanário de 60 metros; a da esquerda ficou truncada.
Não perca
• Fachada e portais góticos.
• O Arrotino e o cachorrinho.
• Capela de São João Batista.
• Museu do Tesouro e Sacro Catino.
• O projétil de 1941.
Você sabia?
• No lado esquerdo há um tabuleiro de xadrez de mármore embutido na parede: uma lenda o liga à vingança do mercador Megollo Lercari.
• Nas bases dos portais está gravado o tabuleiro da trilha, acusado de servir de pretexto para os homens espiarem debaixo das saias das mulheres que saíam da igreja.